Goiânia, 19/01/22
Tribuna Livre Goiás
POLÍTICA · 13/01/2021

Morre Maguito Vilela, o politico que sabia ouvir


Redes sociais

Por Miriam Barbosa

Aos 71 anos, prefeito eleito de Goiânia não resistiu às complicações pulmonares decorrentes da Covid-19. Deixa legado de grandes realizações como gestor e como político que esteve à frente de importantes batalhas na luta pela democracia no Estado e no País


Esta é uma triste notícia para todos nós que acompanhamos a vida política do ex-governador e prefeito eleito de Goiânia. Maguito Vilela morreu às 4h10 desta quarta-feira (13/01), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, vítima de complicações pulmonares decorrentes da Covid-19, após mais de 80 dias de internação. Um dos maiores nomes da história política do nosso Estado, Maguito Vilela participou da Assembleia Nacional Constituinte e teve papel relevante no processo de redemocratização do País. Em Goiás, sob a bandeira do MDB, ele deixa um grande legado.


Atencioso, prestativo, sensato nas decisões e, sobretudo, um homem e político que sabia ouvir as pessoas. É esta a imagem que têm de Maguito Vilela todos os que com ele tiveram o privilégio de trabalhar e servir ao público. Como parte de sua equipe na primeira administração de Aparecida de Goiânia, pude conhecer de perto e admirar um prefeito que, além de ponderado nas decisões, não tinha nada de autoritário. Estava sempre de portas abertas para ouvir as opiniões e propostas de quem quer que fosse.


Naquela gestão, Maguito Vilela abriu seu gabinete para potencializar os anseios da sociedade civil. Atendeu as demandas sociais e expandiu sua relação com as parcelas mais sensíveis da comunidade, aquelas que nem sempre estavam nas agendas da prefeitura. Dessa experiência e de outras futuras em que estive como parte em campanhas, fica o aprendizado de que a construção da democracia passa pela gestão participativa. Sem isso, ela é só teoria.


Habilidoso em agregar e conciliar


Sua capacidade política passava pela habilidade em agregar e conciliar diferentes interesses e tendências. Por isso, ao longo de toda a sua trajetória política, conquistou o respeito e a admiração de todos os seus correligionários e até de políticos de outros partidos. Para ele, a democracia era o único caminho possível para se alcançar e fortalecer a cidadania e a dignidade humana. No partido, era referência e ícone ao lado do ex-prefeito Iris Resende.


Teve uma carreira brilhante. Foi vereador, deputado estadual e deputado federal constituinte e também vice-governador, antes de governar o Estado de Goiás de 1995 a 1998. Depois Maguito se elegeu senador da República e em 2007 foi convidado a assumir a vice-presidência do Banco do Brasil. Em seguida, foi eleito prefeito de Aparecida de Goiânia por duas vezes. Sua dedicação às causas sociais, marcadas, por exemplo, por políticas como as do gás e do pão e leite, contribuiu para que tivesse nos dois mandatos apoio dos mais vulneráveis.


Maguito Vilela estava internado desde o dia 22 de outubro, dois dias depois de testar positivo para a Covid-19. Foi no leito da UTI do Albert Einstein que ele recebeu os resultados do primeiro e do segundo turno das eleições, em que foi eleito prefeito da nossa capital. Ele estava com 71 anos, e deixa a esposa Flávia Teles e os filhos: Vanessa, Daniel, Maria Beatriz e Miguel, além da enteada Anna Liz. 


A notícia da morte de Maguito Vilela comoveu os goianos e uma infinidade de notas de pesar enche as redes sociais e estampam nos principais portais manifestações de pesar e solidariedade aos familiares, enaltecendo este que marcou a sua passagem pela história política de Goiás como aquele que sabia ouvir e conciliar. 


O corpo de Maguito Vilela está sendo trasladado de São Paulo para Goiás e deverá ser sepultado na cidade de Jataí, onde ele nasceu.


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