Goiânia, 26/06/22
Tribuna Livre Goiás
Goiás · 18/05/2022

Conselho do FCO aprova R$ 113 milhões em empréstimos ao agronegócio goiano

Valor equivale à soma dos recursos previstos em 108 cartas-consultas aprovadas durante reunião realizada na última terça-feira (17/05), em Goiânia. Pedidos de outros segmentos da economia foram retirados de pauta, já que governo busca redução de encargos


SIC

Por Tribuna Livre

Em mais uma reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE) e Câmara Deliberativa do FCO, realizada na última terça-feira (17/05), em Goiânia, foram aprovadas 108 cartas-consultas para empréstimos que totalizaram R$ 113,5 milhões destinados ao agronegócio. A previsão é de que 341 novos empregos diretos sejam gerados em 55 municípios goianos. 

Jataí lidera a lista de maiores valores autorizados para financiamentos. Entre os quinze primeiros estão também Rio Verde, Goiatuba, Montividiu, Vicentinópolis, Edealina, Goiás, Inaciolândia, Porangatu, Silvânia, Novo Planalto, Itumbiara, Doverlândia, Nova Crixás e Cachoeira Dourada. As atividades contempladas são produção de grãos, bovinocultura de corte, cana-de-açúcar, bovinocultura de leite e suinocultura. A maior demanda dos proponentes é por máquinas e implementos agrícolas. 

Outros segmentos

O CDE também decidiu, a partir de uma solicitação do presidente do conselho e titular da Secretaria da Retomada, César Moura, pedir vistas de todas cartas, 21 no total, que seriam deliberadas para o setor empresarial não-rural. A decisão foi tomada como forma de manifestar insatisfação com os atuais encargos financeiros incidentes sobre as operações de crédito para outros segmentos da economia. 

Segundo Moura, esperava-se que os juros para essa modalidade de financiamento fossem próximos dos cobrados para o setor rural. No entanto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu taxas com variação entre 8,62%, mínimo; e o máximo, para capital de giro, que chega a 17,08%, o que inviabiliza o crédito para muitas empresas. 

Para resolver a situação, de acordo com o subsecretário de Fomento e Competitividade da SIC, Wendel Garcia, o conselho vai pedir ao Conselho Nacional de Desenvolvimento (Condel) a revisão de metodologia de cálculo das taxas. “O Governo de Goiás, por intermédio do governador Ronaldo Caiado, fez a sua parte ao solicitar a mudança. Precisamos fortalecer o setor rural, sim. Mas também temos de dar condições para o empresariado que está nas cidades e precisa de propostas com juros mais em conta”, defendeu. 

O fundo

O Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) foi criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827, de 27/09/1989. Seu objetivo é promover o desenvolvimento econômico e social dos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal, mediante programas de financiamento aos setores produtivos. É dividido em duas modalidades, FCO Empresarial e FCO Rural, abastecidas com recursos provenientes de alíquotas de 0,6% do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), bem como dos retornos dos financiamentos. 


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