CIDADES · 21/09/2025
Padre Bernardo vive clima de estelionato eleitoral e CPI começa a ganhar força
Por Hemerson Joca
Em Padre Bernardo, o sentimento de estelionato eleitoral cresce entre a população. Depois de conceder aos 13 vereadores o poder de representar, fiscalizar e legislar em favor do povo, o que se vê é um Legislativo municipal desalinhado com os interesses da sociedade.
Nos bastidores estão em andamento as assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que terá como foco investigar atos de improbidade administrativa da atual gestão.
Segundo pesquisas eleitorais realizadas em 2024, a atual administração não teria chances de vitória. Para reverter o cenário, a equipe de campanha buscou força em apoiadores de peso, como Cyro de Melo, o ex-deputado José Tatico e o juiz aposentado Everaldo Ribeiro, hoje vice-prefeito. A vitória veio de forma expressiva, contudo a participação dos apoiadores na gestão não consolidou e as expectativas populares se transformaram em frustração. A gestão executiva e parte do Legislativo passaram a atuar sob a ótica da conveniência, deixando de lado os compromissos assumidos com a comunidade.
A crítica recorrente é que muitos parlamentares adotam uma postura seletiva: “O que interessa eu vejo, o que não interessa eu não vejo”, favorecendo interesses particulares e grupos. Há rumores de que lobbies por cargos e benefícios pessoais têm alimentado este cenário e distanciado os eleitos e eleitores.
Em meio a esse quadro, um dos poucos nomes que tem se posicionado firmemente em defesa da população é o vereador Thiago da Farmácia. Além de propor a CPI, ele vem atuando de forma constante na fiscalização e publicando denúncias em suas redes sociais. Sua postura tem chamado atenção por destoar da omissão de outros parlamentares.
A movimentação em torno da CPI já causa tensão política. Alguns vereadores, que inicialmente haviam assinado o pedido, cogitam retirar seus nomes sem uma justificativa plausível. — o que reforça a percepção popular de que interesses pessoais se sobrepõem ao dever de transparência.
Burburinhos circulam nos corredores da Câmara que um vereador teria dito a colegas ao justificar a retirar a assinatura da CPI que "Foi Deus quem pediu para não assinarem a CPI”. A frase, que soou no mínimo curiosa, acabou se espalhando e gerou ainda mais desconfiança e comentários populares, reforçando a percepção de que há quem tente justificar politicamente o injustificável colocando a culpa em Deus.
Como diz o ditado, “quem não deve, não teme”. Para a sociedade de Padre Bernardo, a expectativa é de que a CPI seja efetivada e cumpra o papel de investigar com rigor os atos da atual administração. Afinal, o povo espera que seu voto seja respeitado e que a política volte a ter como prioridade o bem coletivo.
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