MUNDO · 03/01/2026
EUA afirmam ter detido o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores
Ação ocorreu durante a madrugada, sem confronto prolongado, e teria sido baseada em mandados judiciais norte-americanos
Por A Redação
O governo dos Estados Unidos anunciou, na madrugada deste sábado, a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e de sua esposa, Cilia Adela Flores de Maduro, em uma operação de alta complexidade realizada em território venezuelano. Segundo autoridades norte-americanas, a ação ocorreu entre as 2h e 4h da manhã (horário local) e teve como objetivo direto a detenção simultânea do casal presidencial, evitando deslocamentos ou tentativas de asilo diplomático.
De acordo com comunicado oficial divulgado por Washington, a operação foi conduzida de forma rápida, coordenada e sigilosa, com base em informações de inteligência acumuladas ao longo de meses. Fontes do governo dos EUA afirmam que Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados em um complexo residencial sob forte esquema de segurança, sem confronto armado de grandes proporções, e imediatamente retirados do local por via aérea.
As autoridades norte-americanas sustentam que a detenção foi executada com fundamento em mandados judiciais expedidos por cortes federais dos Estados Unidos, que imputam ao casal acusações relacionadas a crimes transnacionais, incluindo corrupção em larga escala, lavagem de dinheiro e associação com redes ilícitas internacionais. Washington afirma que Cilia Flores, além de primeira-dama, figura como agente ativa em estruturas de poder político e financeiro do regime venezuelano, o que justificaria sua inclusão direta na operação.
Em pronunciamento oficial, o presidente dos Estados Unidos declarou que a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores representa “uma ação direcionada contra indivíduos específicos, não contra o Estado venezuelano”, enfatizando que ambos serão submetidos a procedimentos legais sob jurisdição norte-americana, com garantia de direitos processuais. O local exato para onde o casal foi transferido não foi oficialmente divulgado, sob alegação de segurança operacional.
O governo venezuelano reagiu classificando a ação como “sequestro internacional” e “violação extrema da soberania nacional”. Em nota, Caracas afirmou que a captura do presidente e de sua esposa constitui um ato de força sem precedentes na história recente da América Latina e anunciou que recorrerá a organismos multilaterais, incluindo a ONU, para questionar a legalidade da operação.
Analistas avaliam que a detenção simultânea de Nicolás Maduro e Cilia Flores, especialmente durante a madrugada e fora de qualquer processo de extradição reconhecido, representa um ponto de ruptura na arquitetura diplomática regional. O episódio tende a produzir efeitos imediatos sobre a estabilidade interna da Venezuela, a dinâmica de poder no regime e o equilíbrio geopolítico no hemisfério, além de gerar repercussões diretas nos mercados internacionais de energia.
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