CIDADES · 28/01/2026
Ela desceu ao subsolo e não voltou: o que a investigação revelou em Caldas Novas
A Polícia Civil reconstruiu a trajetória de conflitos da corretora, identificou contradições decisivas e chegou às prisões do síndico e do filho, transformando um desaparecimento em investigação de homicídio.
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Por A Redação
O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, em Caldas Novas (GO), deixou de ser tratado como um caso de pessoa desaparecida e passou a integrar a estatística de homicídios investigados pela Polícia Civil de Goiás. O que inicialmente parecia um episódio isolado ganhou contornos mais complexos à medida que vieram à tona conflitos antigos, disputas internas e contradições no ambiente onde a vítima vivia.
Daiane foi vista pela última vez ao sair de seu apartamento para verificar uma suposta queda de energia no condomínio. Imagens de câmeras de segurança registraram sua entrada no elevador com destino ao subsolo, mas não há qualquer registro de seu retorno. A ausência de imagens posteriores foi considerada, desde os primeiros dias, um elemento crucial para a mudança de rumo da investigação.
Conflitos recorrentes sob apuração
No centro do inquérito está o histórico de atritos entre a corretora e o síndico do condomínio. De acordo com a Polícia Civil, os desentendimentos iam além de questões administrativas rotineiras e revelavam um ambiente marcado por hostilidade contínua.
Testemunhas relataram discussões frequentes, episódios de intimidação e um clima de tensão permanente. As apurações indicam que Daiane questionava decisões da administração e denunciava possíveis irregularidades, o que teria intensificado o conflito. Há indícios de que a vítima demonstrava preocupação com sua própria segurança e buscava respaldo formal diante do temor de retaliações.
Prisões e confirmação da morte
Com o avanço das diligências, a polícia concentrou as investigações no núcleo administrativo do condomínio. A análise de imagens, aparelhos celulares e depoimentos revelou inconsistências relevantes nos relatos apresentados inicialmente, levando a Justiça a decretar as prisões do síndico e de seu filho, ambos apontados como suspeitos de envolvimento direto no crime.
Durante a operação, o corpo de Daiane foi localizado em uma área de mata, encerrando semanas de buscas e confirmando a hipótese de morte violenta. A partir desse momento, o caso passou a ser oficialmente tratado como homicídio, com novas linhas de investigação abertas para esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.
Versão isolada é contestada
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a tentativa do síndico de assumir, de forma isolada, a autoria do crime, buscando afastar o filho e outras pessoas da responsabilidade. Para a Polícia Civil, essa versão não se sustenta diante do conjunto de provas já reunidas e segue sendo confrontada com dados técnicos, perícias e novos depoimentos.
As autoridades também apuram a possível omissão ou colaboração indireta de terceiros, incluindo funcionários do condomínio, o que pode resultar em novos indiciamentos.
Sigilo e próximos passos
A investigação segue parcialmente sob sigilo para preservar a integridade das provas. Laudos periciais, análises de vestígios e o cruzamento de informações ainda estão em andamento. A tipificação final do crime e o alcance das responsabilidades dependerão da conclusão dessas etapas.
O caso, que começou como um desaparecimento aparentemente comum, expõe um cenário mais amplo de conflitos prolongados, abuso de poder e violência, reacendendo o debate sobre segurança, convivência e mecanismos de fiscalização em condomínios residenciais.
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