ARTE · 21/12/2024
Koyo Kouoh assume curadoria da 61ª Bienal de Veneza
Bienal aposta em curadora de trajetória internacional e sólido reconhecimento institucional
Rede social/Koyo Kouoh
Por A Redação
A Bienal de Veneza anunciou em dezembro de 2024 a escolha de Koyo Kouoh como curadora da 61ª Exposição Internacional de Arte, programada para 2026. A decisão reforça a busca da instituição por uma liderança curatorial com experiência internacional, rigor conceitual e capacidade de dialogar com os principais debates da arte contemporânea.
Nascida em 1967, em Camarões, e formada academicamente na Europa, Kouoh construiu uma carreira marcada pela articulação entre prática curatorial, pesquisa crítica e gestão institucional. Seu trabalho é reconhecido por abordar a arte contemporânea a partir de perspectivas históricas amplas, conectando produção artística, pensamento político e contextos sociais diversos.
Desde 2019, Kouoh ocupa o cargo de diretora executiva e curadora-chefe do Zeitz Museum of Contemporary Art Africa (Zeitz MOCAA), na Cidade do Cabo, um dos principais museus dedicados à arte contemporânea em escala internacional. À frente da instituição, ampliou programas curatoriais, exposições e políticas de acervo, fortalecendo o museu como referência global.
Outro eixo central de sua trajetória é a Raw Material Company, fundada por ela em Dacar, Senegal, reconhecida como um espaço de produção intelectual, formação e debate crítico no campo das artes visuais. A iniciativa consolidou-se como um polo de pensamento curatorial contemporâneo, reunindo artistas, pesquisadores e instituições de diferentes países.
Kouoh também participou de importantes exposições e projetos curatoriais internacionais, atuando em bienais, museus e plataformas culturais de grande projeção. Seu trabalho é frequentemente associado a uma curadoria atenta à complexidade do presente, à circulação global das ideias e à responsabilidade cultural das instituições.
Em comunicado, a Bienal de Veneza destacou que a escolha de Kouoh se baseia em sua “capacidade de desenvolver projetos curatoriais consistentes, intelectualmente sólidos e internacionalmente relevantes”, atributos considerados centrais para a próxima edição da mostra.
A proposta curatorial da 61ª Bienal ainda será apresentada oficialmente, mas a nomeação é vista no meio artístico como um indicativo de continuidade institucional aliada à renovação conceitual.
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