BRASIL · 12/02/2026
Polícia Federal recupera R$ 429 mil arremessados de prédio em operação contra irregularidades financeiras
Na manhã desta quarta-feira, a terceira fase da Operação Barco de Papel teve ação em Balneário Camboriú e Itapema, com apreensão de valores em espécie e documentos que podem comprovar ocultação de provas.
Divulgação
Por Miriam Barbosa
Balneário Camboriú, SC — A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga supostas irregularidades na gestão de recursos previdenciários e movimentações financeiras suspeitas em fundos públicos. Durante a ação, uma mala contendo R$ 429 mil em espécie foi arremessada do 30º andar de um edifício, mas recuperada pelos agentes.
A operação ocorreu simultaneamente em imóveis localizados em Balneário Camboriú e Itapema, envolvendo mandados de busca e apreensão de bens, documentos e equipamentos eletrônicos que podem servir como prova de ocultação de recursos. O cumprimento dos mandados começou por volta das 09h40, com equipes especializadas da Polícia Federal.
Segundo informações das autoridades, a terceira fase da operação busca identificar e apreender bens, valores e documentos que possam ter sido ocultados pelos investigados após fases anteriores da investigação. A ação se concentra em suspeitas de movimentações financeiras irregulares em fundos de previdência, especialmente envolvendo títulos de alto valor emitidos por instituições financeiras que passaram por liquidação.
O episódio da mala arremessada chamou atenção pelo ineditismo e pelo risco envolvido, mas não impediu a recuperação integral do dinheiro. Além das cédulas, os agentes apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados para subsidiar a investigação.
A Operação Barco de Papel já havia promovido etapas anteriores, com prisões temporárias e apreensão de valores em outras cidades. A fase desta quarta-feira reforça a busca por transparência e responsabilização de gestores e intermediários envolvidos em operações financeiras que possam ter causado prejuízo a fundos públicos.
A Polícia Federal reforçou que as medidas são preventivas e investigativas, com o objetivo de garantir a integridade das apurações e preservar os recursos públicos, e que novas fases poderão ser deflagradas conforme a evolução do inquérito.
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