SHOWS & EVENTOS · 18/02/2026
Viradouro transforma homenagem em eternidade e consagra o Carnaval em sua forma mais pura
Ao reverenciar Mestre Ciça, a escola alcança a excelência artística e reafirma que o samba é herança viva, construída por quem dedica a vida à cultura popular
Foto Divulgação Viradouro/fotógrafa Renata Xavier
Família Viradouro
Por A Redação
O desfile da Unidos do Viradouro no Carnaval de 2026 ultrapassou qualquer lógica de competição. Não foi sobre notas, julgamentos ou troféus. Foi sobre essência. Sobre o Carnaval em seu estado mais verdadeiro — aquele que nasce do chão, do suor e da devoção silenciosa de quem vive essa arte como missão e modo de existir.
Ao conquistar o título do Grupo Especial com pontuação máxima, a escola de Niterói não apenas venceu uma disputa técnica de altíssimo nível, mas escreveu um capítulo raro da história do Carnaval do Rio de Janeiro: o da consagração da memória, da identidade e da verdade cultural.
A escolha de homenagear Mestre Ciça revelou-se mais do que um acerto artístico — foi um gesto de coragem simbólica. Celebrar alguém que construiu sua trajetória com o corpo, a alma e o coração entregues ao samba é reafirmar o valor da entrega anônima que sustenta o espetáculo mais popular do país. O enredo não contou apenas uma história: traduziu uma vida inteira dedicada ao ritmo, à comunidade e à tradição.
Foto Divulgação rede social da viradouro Fotógrafa/ Thais Brum
Naquele momento, a avenida deixou de ser pista e tornou-se território da magia. Não houve cálculo racional. O Carnaval simplesmente decidiu acontecer. E aconteceu. A energia que tomou conta da Marquês de Sapucaí era impossível de explicar, apenas sentir — como se todos estivessem suspensos em outra dimensão, guiados por uma força ancestral que só o samba é capaz de convocar.
Quando o apito ressoa, parece magia
A generosidade de Ciça ao aceitar o desafio de atravessar a avenida por cerca de 35 minutos ao lado da comissão de frente, distante da bateria que sempre foi sua extensão natural, revelou não apenas ousadia artística, mas grandeza humana. Um gesto que não surpreende quem conhece sua trajetória marcada por paixão, coragem e verdade. É por isso que sua história é feita de tantos momentos inesquecíveis.
O que se viu na avenida foi raro. Uma verdadeira catarse coletiva. Para muitos, uma experiência que não apenas marcam um desfile, mas atravessam vidas, permanecem na memória afetiva do povo e passam a integrar o patrimônio simbólico do Carnaval brasileiro.
A Viradouro escolheu olhar para dentro de si. E, ao valorizar suas raízes, reafirmou que o Carnaval não é espetáculo vazio nem pirotecnia efêmera, mas herança viva, transmitida por pessoas que respiram essa cultura todos os dias do ano.
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